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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O dia de hoje

14.04.21, Alice Alfazema
A chuva caiu, durante quase todo o dia, de mansinho, levando frescura ao verde novo das folhas das minhas árvores. Este ano estão cheias de folhas, onde os pássaros poisam para cantar logo de manhãzinha. Por cima delas as andorinhas ensaiam os seus voos rasantes, um melro dá a despertina sempre à mesma hora. A chuva trouxe  mais cor aos telhados, deixando a descoberto o vermelho barro. Hoje o sol tirou folga, e as nuvens cinzentas e gordas andaram numa fona trazendo a água do mar (...)

Micro contos - Transparências

09.04.21, Alice Alfazema
Fiquei ali, olhando a pequena abelha, enquanto ela estendia as suas asas brilhantes e transparentes ao sol da manhã que se erguia,  num voo parado e vibrante,  pensei em quantos batimentos de asas por segundo seriam necessários para manter-se assim sem sair do lugar. Aquela dança milenar era aos meus olhos uma novíssima descoberta.   

Mar da nossa Terra

Mar da Minha Terra - Almada Atlântida

30.01.21, Alice Alfazema
No outro dia falei aqui daquilo que está a acontecer no Rio Sado, entretanto, não me lembro de ver noticiado nos órgãos de comunicação social esse crime ambiental, pelo menos na forma como deveria ter sido divulgado. É bom que nos lembremos mais vezes que tudo isto tem um preço demasiado elevado para todos nós, e recordemos também que não vivemos num mundo virtual (...)

Em sintonia

26.01.21, Alice Alfazema
Ilustração Laimonas Šmergelis Em sintonia o som se propaga até às memórias, e nelas fazemos analogias, faremos muitas se soubermos encadear as diversas origens, necessidades, causas, probabilidades. Numa outra dimensão, num mesmo terreno, sendo assim uma permacultura da sociedade, numa cultura permanente de gestão da degradação social. Pensar e conceber sistemas regenerativos às nossas necessidades e ao meio ambiente global, numa ética em acordo com o planeta e os seus (...)

Crime ambiental no Rio Sado

Janeiro 2021

22.01.21, Alice Alfazema
Faltam-me as palavras para descrever o que está a acontecer no Rio Sado, uma torrente de lama cobre agora tudo o que encontra no seu caminho, é a morte a assolar tudo o que lhe aparece pela frente. São lamas de dragados, que soterram o sapal, e a zona envolvente, que tornam o Estuário do Sado num lodaçal putrefacto, matando as espécies que dele dependem, empobrecendo de uma maneira feroz a biodiversidade já de si frágil.  Devastando a produção ostreícola adjacente, a (...)