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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Por dentro

16.04.21, Alice Alfazema
Ilustração Dariusz Mlącki    Beijo a tua voz com força. E faço cabero entendimento na simetria perfeitado que dizemos um ao outro.Sei que é só de mastros a distânciaque vai de mim a ti quando as vagasnos empurram e nós seguimos, segurosde sermos barco um no outro.  Poema de Virgínia do Carmo

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17.03.21, Alice Alfazema
Ilustração Artem Chebokha    Há palavras que nos beijamComo se tivessem boca,Palavras de amor, de esperança,De imenso amor, de esperança louca.Palavras nuas que beijasQuando a noite perde o rosto,Palavras que se recusamAos muros do teu desgosto.De repente coloridasEntre palavras sem cor,Esperadas, inesperadasComo a poesia ou o amor.(O nome de quem se amaLetra a letra reveladoNo mármore distraído,No papel abandonado)Palavras que nos transportamAonde a noite é mais forte,Ao (...)

O beijo da quilha

18.07.19, Alice Alfazema
      O beijo da quilha na boca da água me vai trocando entre o céu e mar, o azul de outro azul, enquanto na funda transparência  sinto a vertigem de minha própria origem e nem sequer já sei que olhos são os meus e em que água se naufraga minha alma Se chorasse, agora, o mar inteiro me entraria pelos olhos     Mia Couto

Também há imagens que nos beijam?

18.08.18, Alice Alfazema
    Há palavras que nos beijam Como se tivessem boca, Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca.       Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto, Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto.       De repente coloridas Entre palavras sem cor,     Esperadas, inesperadas Como a poesia ou o amor. (O nome de quem se ama Letra a letra revelado No mármore distraído, No papel abandonado) Palavras que nos transportam Aonde a noite é (...)