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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

#MEDOO

05.10.18, Alice Alfazema
Quando eu tinha dez anos de idade andava no 1º ano do ciclo preparatório, vulgo 5º ano hoje em dia, eu era uma miúda teimosa e não alinhava naquilo que os outros queriam. Os pais não nos iam buscar à escola e era frequente os rapazes apalparem as raparigas à saída da escola, ou tínhamos que sair primeiro que eles ou esperar que passasse a enxurrada de gente, e aí então podíamos sair calmamente sem termos de estar constantemente a olhar para trás.   Eu vinha habituada a (...)

Histórias da carochinha

26.02.17, Alice Alfazema
"Paulo Núncio mostrou uma grande elevação de caráter e o país deve muito ao doutor Paulo Núncio pelo trabalho de combate à fraude e à evasão fiscal"   "Esta atitude do doutor Paulo Núncio mostra com muita clareza que está disponível para todos os esclarecimentos e que tem uma grande elevação de caráter, coisa que infelizmente não se vê no nosso espaço político, em todos os quadrantes políticos", disse Assunção Cristas.     Ler o resto da história 

A miúda das bochechas cor-de-rosa

03.11.14, Alice Alfazema
Ilustração Aurélie Blanz   A miúda tem voz de desenho animado, faz covinhas na cara quando ri, nunca larga o telemóvel, e o seu nome é nome de flor. É miudinha, com rosetas nas bochechas, tem sempre amigos por perto, preocupam-se com ela, tem uma amiguinha que nunca sai da sua beira, passam os intervalos sempre juntas, sempre falando e rindo. A miúda na sua cadeira de rodas rosa, com rodinhas de luzes é transportada com (...)

Uma pergunta por dia: Estar morto é...?

29.10.14, Alice Alfazema
Ilustração Ana Bracic   Estar morto é o contrário De estar vivo boa gente Existindo muito armário Com esqueletos certamente Estar morto é um jeito De poder escapar à vida Como nem tudo é perfeito Voltas à casa da partida Onde o pó sempre existiu Te olham com desconfiança Por te ver assim sorridente Quem de lá nunca partiu Não sentiu sequer mudança Por ter estado sempre ausente.   Poeta Zarolho     Uma (...)

Violência

03.05.10, Alice Alfazema
Se estás disposto a nunca usar da violência, e sempre resistindo, tornas-te forte de corpo e de alma; é a mais difícil de todas as atitudes.   Agostinho da Silva