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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Micro contos - Atrofiadas

18.11.18, Alice Alfazema
  Ilustração Lieke Van Der Vorst   Antigamente as árvores eram grandes e frondosas, podíamos falar com elas e contar com a sua sabedoria, energizar o corpo e o espírito. Agora são muitas vezes pequenos paus, atrofiados pelas podas, inclinadas e envergonhadas.  

O olho da árvore

01.11.11, Alice Alfazema
  Fotografia de Cordeiro   Há quantos anos estou aqui? observando os que passam e os que ficam, os que gozam da minha sombra e os que reclamam da sujidade das minhas folhas? Remeto-me ao silêncio, oiço as conversas e os risos, encontro choros sem razões, e eu aqui presa, contemplo a paisagem, já vi o Sol e a Lua, das mais diversas formas e com os mais diversos significados, vi (...)

Carinho centenário

23.10.11, Alice Alfazema
        Erguem os ramos numa prece de alegria, agradecem ao Sol, pelo calor que lhes proporciona a vida, lembram-se das gotas de chuva, que lhes faz crescer as flores e as transforma em bagos; são assim as causadores do óleo sagrado, aquele que iluminou ruas e casas; aquele que escorre do pão e passa para a boca.   Caminham juntas, sem saírem do lugar, protegem-se do vento e do (...)