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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

De olhos fechados

30.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Albert Henry Collins   De olhos fechados olho o espelho, vejo muito mais do que a imagem reflecte. Esse alcance pertence-me. Aparentemente ninguém à minha volta dá por isso. A imagem mental que vejo é por enquanto inatingível, em breve ela ficará reflectida no espelho.       

Poemas cantados

17.06.20, Alice Alfazema
  Ilustração Catherine Chauloux       Que a força do medo que tenho Não me impeça de ver o que anseio Que a morte de tudo em que acredito Não me tape os ouvidos e a boca Porque metade de mim é o que eu grito A outra metade é silêncio Que a música que ouço ao longe Seja linda ainda que tristeza Que a mulher que amo seja pra sempre amada Mesmo que distante Pois metade de mim é partida A outra metade é saudade Que as palavras que falo Não sejam ouvidas como prece nem (...)

Círculo

08.02.20, Alice Alfazema
  Fotografia e arte de Jon Foreman   A vida não é mais do que isto, estarmos nus dentro de um círculo, onde nos podemos sentir acolhidos, protegidos, ou oprimidos. Frágeis e nus, ou livres e nus. É tudo tão simples, umas pedras de várias cores e tamanhos, amaciadas pelas marés, umas vezes boas, outras bravias, o contacto do corpo nu na areia, o receber na pele a sensação de pertencer à Terra, uma raiz (...)