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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

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Um poema angolano e o mar português

11.03.21, Alice Alfazema
  Tudo é fugaz entre o desenho do teu pé na areia e a onda que desfaz a marca entre a guerra e a paz retomo fisicamente o poema a onda constante meditação primeira. Nós e as coisas. Nada permanece que não seja para a necessária mudança que diga o mar.   Poema de Manuel Rui

Na 1ª pessoa do plural

Guerra Colonial Portuguesa - Angola

03.10.20, Alice Alfazema
Ilustração  Pete Ryan   Os blogues são lugares surpreendentes, que nos dão também a conhecer histórias de vida há muito esquecidas. Dessa leitura e escrita de um para o outro, podemos ir por diversos caminhos, e por vezes até às memórias mais cruéis. Memórias essas bastante duras de relatar para quem as viveu.  Assim, vamos até um dos períodos renegados da nossa História recente. Nesse aglomerado de tempo, onde milhares de jovens se viram em solos desconhecidos, uns (...)

Ultramar, Angola, refugiados, Portugal, racismo, educação, memórias, lembranças, infância...

Vamos aprender a ler nas entrelinhas

31.07.20, Alice Alfazema
  Tirei estas fotografias para vos mostrar como era estudar em Angola nos anos 70 do século passado, muitos de vocês partilharão destas memórias, que até nem são minhas, são do meu marido. Estas páginas são de um livro da 1º classe, onde lhes era ensinado a ler as frases básicas do seu quotidiano.     Nós que por estes dias temos falado tanto em existir racismo em Portugal, esquecemos as feridas que nos foram impostas. A mim calhou-me um pai vindo do Ultramar, obrigado a (...)

Missangas

19.09.18, Alice Alfazema
       Fotografia Nagi Yoshida         O cercado De que cor era o meu cinto de missangas, mãe feito pelas tuas mãos e fios do teu cabelo cortado na lua cheia guardado do cacimbo no cesto trançado das coisas da avó Onde está a panela do provérbio, mãe a das três pernas e asa partida que me deste antes das chuvas grandes no dia do noivado De que cor era a minha voz, mãe quando anunciava a manhã junto à cascata e descia devagarinho pelos dias Onde está o tempo prometido (...)