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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Amy

24
Jul11

 

 

 

 

 

 

 

Há vidas que se resumem a conchas vazias, que há muito estão desabitadas, vagas de energia e de cor. A droga esvazia, retira o brilho e a cor, anula as emoções, as ligações, as amizades, as famílias, os dias, os anos...retira-nos tudo aquilo que conhecíamos, que apreciávamos, que amávamos, ficam, pois, sombras amargas, cinzentas, bolorentas, que invadem os dias, percorrendo as ruas, os caminhos, as casas, os quartos e, os pesadelos daqueles que os amam e que com eles convivem. Exaustos deles não sabem sair, nem forças, nem vontade, nem ternura por eles mesmos, são assim borboletas fugidias que procuram o que não querem, que escolhem o que mais temem e que não conseguem voltar a si, pois se perderam no caminho de volta - a si.

 

 

Alice Alfazema