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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Serra da Arrábida

Fotografia Artur Pastor poema de Sebastião da Gama

18.06.20, Alice Alfazema
  Nada sabe do Mar quem não morreu no Mar. Calem-se os poetas e digam só metade os que andam sobre as ondas suspensos por um fio.     Sabe tudo do Mar quem no Mar perdeu tudo. Mas dorme lá no fundo, tem os lábios selados, e os olhos, reflectem e claramente explicam os mistérios do Mar, para sempre fechados.       Fotografia Artur Pastor, Portinho da Arrábida décadas de 40/60, Serra da Arrábida, Setúbal. Poema, Inscrição de Sebastião da Gama.

O meu cão

Ginjas

11.06.20, Alice Alfazema
  O meu cão não é obediente, mas eu também não quero que ele seja obediente, gosto dos seus ataques de fúria quando está chateado, da forma como anda sem dar cavaco a ninguém, do modo meigo quando está interessado na comida que temos à mesa. Quando não gosta de uma pessoa não há nada a fazer, mas quando gosta ama até ao infinito. Sabe quando estamos tristes e vem-nos confortar, sabe quando vamos sair para trabalhar, quando estamos doentes, quando é hora de ir dormir e de (...)

#diariodagratidao 07-01-2019

07.01.19, Alice Alfazema
    Por vezes não sabemos até onde pode ir a intensidade do amor, nem as suas mais variadas formas, mas há imprevistos que nos fazem conhecer o amor maior, incondicional, sem barreiras, sem rancores. De tal maneira que aprendemos que existem assuntos que não têm importância nenhuma, apenas o tempo é importante e não deve ser desperdiçado. É isto que tenho aprendido com o meu cão. Hoje estou grata por teres aparecido na minha vida. Gosto muito de ti Ginjas, até quando tu me (...)