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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

5000

22.12.20, Alice Alfazema
Ilustração Olga Demidova   Era uma vez uma estrela e um estrelo que viviam no profundo azul do espaço, utilizavam a sua luz para emitirem as suas emoções e comunicarem um com o outro, assim mesmo estando longe pareciam unidos por aquilo que sentiam. Não utilizavam sorrisos, nem sabiam o que eram abraços, os seus sentimentos eram transmitidos através da canalização de uma energia mental que poderia ser utilizada sem limites. Uma vez de cinco mil em cinco mil anos sentavam-se (...)

Sábado à noite

05.12.20, Alice Alfazema
    Jazz faz-me lembrar sábado, música para ouvir numa noite de sábado, coisa reflexiva, descontraída, com bebida e amigos, ou a dois. Algumas gargalhadas pelo meio, boa conversa, fumo no ar, cheiro de perfume, corpos ansiosos pelo momento. Coisas boas da vida.   Saúde!  

Incógnita

18.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Marcin Piwowarski   Ela bebia um chá, mas era um chá totalmente diferente de todos os que existiam por aí à venda. Não se encontrava em lado nenhum e era impossível conseguir a receita, nem havia fábrica ou farmacêutica que fosse capaz de o produzir. Não havia nenhuma montanha, vale, prado ou bosque, em que nascesse tal planta, nem sequer haveria planta. Mas que chá era aquele? Que mesmo sem água ou planta lhe aconchega o ânimo?   

Chama rosa

05.11.20, Alice Alfazema
Chovia pausadamente, havia vento e estávamos no final da tarde. Já é Novembro e escurece rápido. As pessoas entravam e saíam rápidas do supermercado, andando em passos de corrida para chegarem aos carros sem molharem as compras. Estou ali dentro do meu carro a observar aquela azáfama. Chega um homem com um saco, abre o porta bagagem do carro e mete lá dentro as compras, o homem fica a olhar para trás, à espera, pouco depois chega uma mulher e um miúdo, o miúdo entra no carro, (...)

Baralho de cartas

20.10.20, Alice Alfazema
Ilustração  Alexej Ravski   Quando o teu corpo oscila no meu Quando é já carne o que era só céu Quando o amor se entrega durante E o teu suor é meu num instante  Eu planto as palmas nos teus quadris A morte é menos do que eu sempre quis Eu pouso as mãos no teu abandono Depois das horas há de haver o sono  Baralho as cartas com que jogar Encontro o amor em qualquer lugar Em qualquer poiso pouso a cabeça Seja assim tudo o que eu mais mereça Baralho as cartas com que jogar Encontr (...)