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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Há pessoas que não sabem (que podem), ser felizes?!

15
Set25

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O que a sociedade nos ensina, é que temos de sofrer para merecermos, quer seja ser feliz, ter um amor, um trabalho, qualquer coisa por assim dizer. Vemos em filmes e afins que as coisas boas só aparecem depois do sofrimento, todas as que enumerei e mais as que houverem. Há em todas as religiões um grande espaço reservado ao sofrimento humano. O sofrimento é tão valorizado que poderá haver um sentido de culpa ou descrédito por nos sentirmos felizes.

E se o amor for mesmo feliz sem haver necessidade de sofrer para que isso aconteça? E se as pessoas nos acolherem bem, sem quererem mais nada em troca? E se a pressão for apenas uma ilusão criada pelo cérebro alimentado pela ilusão das cenas dos outros? 

Há pessoas que têm medo de serem felizes. Será por a felicidade ser demasiado arrebatadora? Ou será pela opinião de terceiros desiludidos com as suas próprias vidas? 

A janela da oportunidade da felicidade é demasiado pequenininha para deixar de espreitar por ela.

A felicidade está reservada aos audazes, aos que se predispõem a quebrar ciclos, situações que viveram ou que foram obrigados a isso. É ser capaz de aceitar a mão e de dá-la. 

A felicidade e o amor não é o um carma, mas o darma.

Daqui até ao Natal - 8

26
Ago24

IMG_20240630_174757.jpgHoje de madrugada houve um sismo, eu não senti nada, a vizinhança diz que sentiu-se, e bem, e fico assim a pensar (mais uma vez), de repente podemos passar a um nada.

Incrível como as ideias e as emoções se cruzam em actos opostos, faz hoje anos que fui mãe pela primeira vez, um abalo sísmico no corpo de qualquer mulher - daquelas que menstruam, como agora se diz -, a seguir são réplicas e réplicas, por mais anos que passem, aquela sensação de vermos a criançola que era o nosso filho não passa, tal como um fio de teia de aranha, invisível, mas presente, às vezes cheio de orvalho e luz, resistente e leve ao mesmo tempo. Assim é o amor.