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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Diário dos meus pensamentos (12)

Às tiras

31.03.20, Alice Alfazema
    Todos os dias faço um bocadinho da manta, no entanto houve um percalço, na primeira carreira coloquei tantas malhas que a manta ficou enorme, desmanchei o que tinha feito, reduzi e ajustei na medida que queria. Este trabalho leva-me para outros pensamentos, tenho muitos restos de lãs e desmanchei dois cachecóis que já não uso, para reciclar a lã, no meio disto tudo estão pessoas, a camisola que fiz para o meu filho, o xaile da minha filha e da minha sobrinha, a camisola e (...)

Poemas em tempos de quarentena

São Salteiro

18.03.20, Alice Alfazema
Hei-de amar-te mesmo na distância!... Então pego numa porção do tempo, daquele tempo, em que ainda está perto, sinto que o tempo só existe lá fora. Além, o meu rio Sado permanece igual. E sem tempo!… a minha serra floresce no doirado das giestas indiferente ao meu tempo. Estendo os braços, e pego numa porção do tempo e deixo-me voar até ti… E não há mais tempo!…     Acaricio o teu rosto mesmo sem mãos, moldo-te no meu pensamento, e sinto tanto poder em mim que a (...)

Sossegar

17.03.20, Alice Alfazema
  Ilustração Len Cowgill      Gosto de sossegar como verbo transitivo. Sossegar só por si não chega. É mais bonito sossegar alguém. Quando se pede "sossega o meu coração" e se consegue sossegar. Quando se sai, quando se faz um esforço para sossegar alguém. E não é adormecendo ou tranquilizando, em jeito de médico a dar um sedativo, que se sossega uma pessoa. É enchendo-lhe a alma de amor, confiança, alegria, esperança e tudo o mais que é o presente a tornar-se de (...)