Há pessoas que não sabem (que podem), ser felizes?!

O que a sociedade nos ensina, é que temos de sofrer para merecermos, quer seja ser feliz, ter um amor, um trabalho, qualquer coisa por assim dizer. Vemos em filmes e afins que as coisas boas só aparecem depois do sofrimento, todas as que enumerei e mais as que houverem. Há em todas as religiões um grande espaço reservado ao sofrimento humano. O sofrimento é tão valorizado que poderá haver um sentido de culpa ou descrédito por nos sentirmos felizes.
E se o amor for mesmo feliz sem haver necessidade de sofrer para que isso aconteça? E se as pessoas nos acolherem bem, sem quererem mais nada em troca? E se a pressão for apenas uma ilusão criada pelo cérebro alimentado pela ilusão das cenas dos outros?
Há pessoas que têm medo de serem felizes. Será por a felicidade ser demasiado arrebatadora? Ou será pela opinião de terceiros desiludidos com as suas próprias vidas?
A janela da oportunidade da felicidade é demasiado pequenininha para deixar de espreitar por ela.
A felicidade está reservada aos audazes, aos que se predispõem a quebrar ciclos, situações que viveram ou que foram obrigados a isso. É ser capaz de aceitar a mão e de dá-la.
A felicidade e o amor não é o um carma, mas o darma.
Hoje de madrugada houve um sismo, eu não senti nada, a vizinhança diz que sentiu-se, e bem, e fico assim a pensar (mais uma vez), de repente podemos passar a um nada.
Desejo-vos uma boa semana em atenção plena. 