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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Dezembro - Dia 5 - Luz

05.12.19, Alice Alfazema
  Ilustração Roberto Weigand   A tua luz é de que cor? Reflecte o que sentes e o que dizes, podes explicá-la por palavras, ou por gestos? A tua cor é o que te define, és tu quem escolhe a cor que vestes, podes mudar quando te apetecer. Rapidamente mudas de cor, apelando ao vício, ao aroma, ao sentimento, à raiva, mas a tua cor original fica sempre lá. Procura-a, verás que é a que te fica melhor.   

Dezembro - Dia 4 - Razão

04.12.19, Alice Alfazema
Ilustração Carole Hénaff   Descobrir a razão é um caminho árduo, reflectir sobre o que somos e queremos é como arrancar a pele e vestir outra. Nada de novo, mas custa tanto. A razão e a mudança andam de mãos dadas, unidas pelo pensamento. O de cada um aliado ao outro, ou talvez não. A razão tem motivos e origens sentidas ao pormenor de cada respiração, em cada uma enches o coração e o espaço que há dentro da tua imaginação.

Dezembro - Dia 3 - Dom

03.12.19, Alice Alfazema
  Ilustração Hélia Aluai     Há sempre um dom em cada um de nós. Mesmo que seja pequenino e insignificante, mas faz a diferença, naquilo que procuras, naquilo que lembras, naquilo que aprendeste. O teu dom é o melhor de ti, sempre que o utilizares estás a verificar o teu melhor lado, ao oferecê-lo dás-te sempre de uma forma única. 

Dezembro - Dia 2 - Saudades

02.12.19, Alice Alfazema
  Ilustração  Sylvie Bulcourt     Se eu pudesse contar as saudades, não saberia dizer o número certo, porque me perderia. Saudades de mim, saudades do tempo, dos risos, dos afectos, daqueles abraços sedosos e do cheiro da casa cheia, da canela e do açúcar amarelo, do cheiro do café acabado de fazer, quente como o coração da gente.

Dezembro - Dia 1 - Alegria

01.12.19, Alice Alfazema
  Ilustração Catherine Chauloux   Alegria talvez seja a alavanca que precisamos para mudarmos, o gesto estaminal que possuímos para desvanecer o horizonte sombrio. Dezembro é um mês sombrio, de magoas, e devaneios saudosos, pode ser lembrança dura, pode ser saudade pura. Começar Dezembro sem lembranças é talvez a mais débil existência. Relembrar momentos equivale e uma doce percepção daquilo que vale a pena.   Dezembro desatento, Dezembro manso, Dezembro de desgostos e (...)