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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A minha casa redonda

16.03.19, Alice Alfazema
  Ilustração  Giuseppe Sticchi   Se a minha casa fosse redonda não teria de limpar os cantos, nem de me preocupar em endireitar os cortinados. Subiria cada degrau como se fosse o primeiro, até chegar ao último. As mesas seriam redondas sem bicos nem esquinas. Um começo de ciclos sem fim, sempre a rodar e a rodopiar. Os dias seriam redondos e não compridos.  As noites redondas  e arejadas dadas à imaginação. Nada de esquinas em cada parede, tudo arredondado e macio, sem (...)

Palavras intemporais

14.10.17, Alice Alfazema
A vida, acredita, não é um sonhoTão negro quanto os sábios dizem ser.Freqüentemente uma manhã cinzentaPrenuncia uma tarde agradável e soalhenta.          Às vezes há nuvens sombriasMas é apenas em certos dias;Se a chuvada faz as rosas florirÓ porquê lamentar e não sorrir?             Rapidamente, alegrementeAs soalhentas horas da vida vão passandoAgradecidamente, animadamenteGoza-as enquanto vão voando.           E quando por vezes a morte apareceE (...)