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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

#diariodagratidao 25-04-2019

25.04.19, Alice Alfazema
  Ilustração  Friederike Ablang       Livre     Não há machado que corte a raíz ao pensamento: não há morte para o vento, não há morte. Se ao morrer o coração morresse a luz que lhe é querida, sem razão seria a vida sem razão. Nada apaga a luz que vive num amor num pensamento, porque é livre como o vento porque é livre.     Poema de Carlos de Oliveira    

25 de Abril

25.04.19, Alice Alfazema
      Era já uma promessa  era a força da razão  do coração à cabeça da cabeça ao coração. Quem o fez era soldado homem novo capitão  mas também tinha a seu lado  muitos homens na prisão.       Poema de José Carlos Ary dos Santos  

Conversas da escola - Eles comem tudo

24.04.19, Alice Alfazema
  A música estava a tocar, estávamos a comemorar o 25 de Abril... - Estão a ouvir a música, "eles comem tudo, eles comem tudo...", são como vocês: comem tudo e não deixam nada... - Ó Contina, não pode mudar a música?  

Setúbal - 25 de Abril de 1974, o povo saiu à rua.

25.04.17, Alice Alfazema
                  Se te disserem que um gorila salvou a tua irmã E que não é bonito pensares a todo o momento Na caixa de correio vazia Pensa bem, mano, na fórmula que adoptaste Para uma sociedade sem classes Onde não adianta patinar na relva como os ursos. Só eles possuem o dom do peso Aliado à levitação, Mas a um qualquer é permitido rir E falar alto como se acordasse em forma. Fora do orabolas em que foste criado Há muita coisa à espera de ser vista   Pela primeira vez

Bom dia, 25 de Abril!

25.04.17, Alice Alfazema
 A todos os que tornaram possível o 25 de Abril de 1974 e ao povo anónimo que o consagrou nas ruas.   A esse "herói colectivo" que foi o M.F.A. (Movimento das Forças Armadas)   A Fernando Salgueiro Maia e Ernesto Melo Antunes - dois dos principais rostos desse "herói colectivo"   Aqueles que mais mereciam estar na festa: homens e mulheres que lutavam pela liberdade e por ela morreram.           Falo do instante, do momento feito de horas em que o tempo se suspendeu solene en (...)

25 de Abril de 2016

25.04.16, Alice Alfazema
Os ratos invadiram a cidade povoaram as casas os ratos roeram o coração das gentes. Cada homem traz um rato na alma. Na rua os ratos roeram a vida. É proibido não ser rato.     Manuel Alegre       Alice Alfazema

40 anos de Abril

24.04.14, Alice Alfazema
Hoje é véspera de Abril, daquele de 74, do século passado, do milénio passado, aquele de há quarenta anos. Os cravos estariam murchos se resistissem até hoje, mas os cravos renovam-se, vermelhos, a cada ano.    Naquele tempo eu era pequena, tinha ainda mãos pequeninas, não sabia de nada, apenas ouvia conversas e músicas que se repetiam. Nesse dia lembro-me da mão da minha mãe apertando a minha, com força, não pude subir a ladeira a correr e fomos para casa, os vizinhos (...)

Uma escola de excelência

13.04.14, Alice Alfazema
O senhor Barroso afirma que tínhamos uma escola de excelência antes do 25 de Abril, este senhor provavelmente bateu com a tola em algum sítio ou está a apelar ao voto dos mais velhos, dos saudosistas, dos que acham que agora tudo é mau. As coisas que se dizem por interesse monopoliza o futuro, o passado e o presente.    Será um ensino de excelência o alto índice de analfabetismo que herdamos dessa época? Que esta pergunta engloba também as desigualdades sociais existentes à (...)