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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O rio é um tesouro

09.09.20, Alice Alfazema
  A menina chegou perto do Rio e viu que ele parecia um tesouro. A luz do Sol fazia brilhar a água tal como brilham as pedras preciosas. E disse em voz alta: - O Rio parece um tesouro! E a gaivota que por ali andava ouviu-a e disse numa voz estridente de gaivota dos mares: - É verdade, o Rio é um tesouro escondido à vista de toda a gente! A menina assustou-se com aquela voz, e levou algum tempo a perceber quem tinha falado. Depois ficou admirada, porque as gaivotas não falam, mas a (...)

São João

24.06.20, Alice Alfazema
  Ó meu rico São João, que andas aí em cima desconfinado vem cá abaixo acudir à malta  que está tudo descompensado   ...   Um São João sem gente Numa rua tão abandonada Diz-me assim de repente Onde posso comer sardinha assada   ...   Por não poderem ir ao Mercado Sair de casa é muito arriscado!   ...   Ó Menina ponha a máscara Se quiser sair desse confinamento deixa o teu olhar bailar até encontrar o enamoramento   ...   Encontrar o enamoramento! Com tanto confinamento (...)

Diário dos meus pensamentos (43)

1º de Maio 2020

01.05.20, Alice Alfazema
Ilustração Mar Azabal   Hoje começa o mês de Maio, estamos assim no - Dia do Trabalhador -, assinalado este ano de forma muito diferente, com as ruas das cidades e das vilas quase vazias, e as casas cheias de gente que está angustiada com o seu futuro profissional, muitas empresas e empresários estão empenhados em fazer frente aos tempos que por aí se avizinham, que serão sem dúvida de difíceis decisões, outras há que se hão-de aproveitar para despedir a eito, sem criar (...)

A inteligência humana

26.04.20, Alice Alfazema
Ilustração Catrin Welz-Stein   A minha rua tem andorinhas, já teve mais, agora resumem-se a poucos ninhos. Antes haviam pequenos cursos de água, onde as andorinhas iam buscar o barro para fazerem o ninho. Agora está tudo tapado, ou então cobriram o chão das linhas de água com pedras e rede, para ficarem bonitas. O ano passado alguns prédios foram pintados na Primavera, e os telhados foram lavados a esguicho de pressão, levaram todos os ninhos que existiam naqueles locais (...)