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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Nem todos os pássaros são azuis, nem todas as árvores são verdes

13.12.20, Alice Alfazema
Fotografia Kris Tynski Era uma árvore de natal, plástica e de um verde profundo, em cima uma estrela de purpurinas prateadas, bolas de um material fibroso e brilhante enfeitavam os ramos, uns quantos chocolates cobriam as pontas dos ramos e as fitas de poliéster caíam em cascata. Por baixo avistava-se uma cena da Bíblia. Jesus estava deitado nas palhas, acabado de nascer. Era uma árvore frondosa e velha, tão velha que nela (...)

Chega-te até mim

14.11.20, Alice Alfazema
Fotografia Tetty Bracard   Vem até mim, estou do outro lado do caminho parecem dizer as árvores umas às outras, posicionando-se lado a lado, como num baile antigo, e lá bem no alto quase que se tocam com uma delicadeza respeitosa, juntas e de porte altivo erguem-se para ver as estrelas, talvez orando ao universo, e deixando passar o sol até ao chão, todos somos um.   As árvores como os livros têm folhas e margens lisas ou recortadas, e capas (isto é copas) e capítulos de (...)

Árvores andantes

18.10.20, Alice Alfazema
  Ilustração Laura J. Bobbiesi   A menina olhou a casca rugosa daquela velha árvore e fez-lhe uma vénia, o vento soprou naquele momento dando-lhe a sensação que a árvore lhe respondia. Sentia os socalcos das raízes por debaixo dos seus pés, numa ligação permanente à Terra Mãe. Até agora ainda não tinha compreendido porque não faziam das árvores monumentos vivos. Via nelas obras-primas da natureza, em cada uma havia uma sala cheia de pormenores e de histórias por (...)