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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

As árvores e as pessoas

15.11.19, Alice Alfazema
Ilustração Alida Massari     No fundo, as árvores não são muito diferentes das pessoas. Enquanto somos jovens, os pimentos “mais viçosos”, aqueles que associamos à frondosidade da beleza (os verdes), são os que têm protagonismo. Mas o passar do tempo revela os outros, talvez menos perceptíveis, que sempre fizeram parte de nós mas que nos dão outras cores e outro tipo de beleza na meia-idade (o nosso Outono).   Texto do blogue Estrada de Damasco (...)

Fotógrafos de Natureza - Daniel Řeřicha

28.08.19, Alice Alfazema
  Como um vento na floresta, Minha emoção não tem fim. Nada sou, nada me resta. Não sei quem sou para mim.       E como entre os arvoredos Há grandes sons de folhagem, Também agito segredos No fundo da minha imagem.     E o grande ruído do vento Que as folhas cobrem de som Despe-me do pensamento: Sou ninguém, temo ser bom.     Fotografias Daniel Řeřicha      Poema de Fernando Pessoa 

#diariodagratidao 11-06-2019

11.06.19, Alice Alfazema
    Ilustração  Byron Eggenschwiler     Cada árvore é um ser para ser em nós Para ver uma árvore não basta vê-a a árvore é uma lenta reverência uma presença reminiscente uma habitação perdida e encontrada À sombra de uma árvore o tempo já não é o tempo mas a magia de um instante que começa sem fim a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas e de sombras interiores nós habitamos a árvore com a nossa respiração com a da árvore com a árvore nós (...)

Um final de dia

27.03.19, Alice Alfazema
  Hoje no final do meu dia de trabalho pus-me a ver a Primavera debaixo desta árvore, à minha direita o Sol já ia baixo, numa corrida para apanhar a serra. Fico sempre maravilhada com a Mãe Natureza, para mim a única religião. Tirei o telemóvel e fotografei a árvore, enquanto o fazia uma colega passou de carro e buzinou-me. A malta gosta de se meter comigo.      As árvores crescem sós. E a sós florescem.   Começam por ser nada. Pouco a pouco se levantam do chão, se (...)

Já viram as nossas árvores?

24.02.19, Alice Alfazema
Não sei se alguém já reparou em como andam a ser feitas as podas das nossas árvores em meio urbano. Para mim estas podas radicais são amputações de um Verão mais fresco,  e do futuro, são uma falta de respeito pelo biodiversidade, pois uma árvore é muito mais que um tronco e meia dúzia de ramos.      Por aqui onde moro as árvores que já aqui descrevi, este ano foram laminadas, não há um único galho para os pássaros poisarem. Onde havia gaios, poupas, mochos, (...)