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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Missangas

19.09.18, Alice Alfazema
       Fotografia Nagi Yoshida         O cercado De que cor era o meu cinto de missangas, mãe feito pelas tuas mãos e fios do teu cabelo cortado na lua cheia guardado do cacimbo no cesto trançado das coisas da avó Onde está a panela do provérbio, mãe a das três pernas e asa partida que me deste antes das chuvas grandes no dia do noivado De que cor era a minha voz, mãe quando anunciava a manhã junto à cascata e descia devagarinho pelos dias Onde está o tempo prometido (...)

Março mês da Mulher: Mulheres apanhadoras de algas

13.03.14, Alice Alfazema
  Há quatro horas que Hamnipi Khamis pendura pequenas algas numa corda. Ela é uma de cerca de 15 mil mulheres que se dedicam à apanha de algas vermelhas, na ilha tanzaniana de Zanzibar. Esta planta é muito rica em valiosas substâncias utilizadas na indústria alimentar e cosmética, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos, para onde são exportadas. Para Khamis, as algas são um meio de subsistência.   Um trabalho nada fácil: por vezes, Khamis tem que permanecer mais de seis (...)

África

24.05.11, Alice Alfazema
  Pintura de Mário Tendinha   O Sekulu Luíji contava estórias e no forno de barro assava leitões para ganhar alguns magros tostões era o melhor assador das redondezas. As estórias do Sekulu Luíji eram poemas encantados que nenhum poeta consagrado haverá algum dia de escrever. O Sekulu Luíji contava estórias e no forno de barro assava leitões para ganhar alguns magros tostões. As suas estórias eram encantos que nem todos sabiam escutar... era o melhor contador de (...)