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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Sophia - A Eterna Menina do Mar

06.11.19, Alice Alfazema

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Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta
Continuará o jardim, o céu e o mar,
E como hoje igualmente hão-de bailar
As quatro estações à minha porta.

 

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Outros em Abril passarão no pomar
Em que eu tantas vezes passei,
Haverá longos poentes sobre o mar,
Outros amarão as coisas que eu amei.

 

 

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Será o mesmo brilho, a mesma festa,
Será o mesmo jardim à minha porta,
E os cabelos doirados da floresta,
Como se eu não estivesse morta.

 

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Poema Sophia de Mello Breyner Andresen, in Dia do Mar

 

As ilustrações marinhas são de Suren Nersisyan a imagem da bailarina desconheço  o autor.

 

 

 

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