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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Sonhos impossíveis

07.02.21, Alice Alfazema

 

Tenho uma espécie de dever de sonhar sempre, pois, não sendo mais, nem querendo ser mais, que um espectador de mim mesmo, tenho que ter o melhor espectáculo que posso. Assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, palco falso, cenário antigo, sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas invisíveis.
 

Bernardo Soares , do Livro do Desassossego

 

Tudo agora parece impossível, estamos dentro de um cerco invisível, as saudades agigantam-se e as preces são repetitivas, qual oração não o é? A nossa janela de oportunidade parece afunilar-se, como um óculo ao contrário. De longe a longe, faz-me falta o silêncio, faz-me falta estar sozinha, faz-me falta outras vozes. Sinto-me como aquela camisola de lã que encolheu com a lavagem inadequada, sou a mesma, mas deixei de ser quem era, num ápice. Tenho pensado muito que estou na minha etapa final, não viverei mais do que já vivi, importa-me começar, fazer o que não fiz, por em prática planos, e sobretudo acreditar, arriscar. Um pouco de loucura para terminar.

 

 

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