Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Serviço de limpeza de livros escolares

21.06.19, Alice Alfazema

Caros leitores, ao longo do dia fui sendo bombardeada com queixas de encarregados de educação, e sei que também foram feitas queixas ao CM, sobre o facto de os manuais escolares, que foram gratuitos, e do qual todos assinaram um termo de responsabilidade sobre os mesmos, em como deveriam de os entregar em condições de  voltarem a serem usados por outras crianças, porque os foram emprestados - não dados - se assim não for terão de pagar o custo dos livros o que na realidade faz sentido.

 

Pois, muitos livros estão sublinhados, com desenhos, alguns até bonitos, mas desnecessários e impróprios à matéria dada, outros têm as lombadas assassinadas, páginas encardidas, macacos do nariz colados, enfim isto a olho nu. O resto deixo à vossa imaginação.

 

Sei que já existem vídeos da quantidade de borracha que se gasta, do tempo e do lixo produzido, sei que isso é verdade pois, é o que tenho feito nos últimos dias, durante horas, hoje tive de tirar a aliança porque me incharam as mãos. Nesta fase, poderá haver o famoso coro que os funcionários públicos não fazem nada. É o que também oiço. E estou um niquinho farta de ouvir isto, porque não corresponde à realidade.

 

Entretanto, durante o dia um puto foi apagar os seus livros e ao fim de uns minutos dizia que já tinha o pulso morto, mais uns minutos e ficou com uma bolha, é trabalho duro sim senhor. Uma mãe fez um escarcéu porque não queria apagar os livros porque tinha forrado os manuais e a escola não lhe ia pagar o dinheiro que ela gastou nas capas - sugestão - capas descartáveis.

 

Os livros foram pagos por todos nós, não é o Estado que paga - somos todos nós. Pertence à comunidade. Quando assinamos um termo de responsabilidade devemos cumpri-lo senão estamos sujeitos às consequências - não fazer birras quando isso acontece - a isto chama-se cumprir com os nossos deveres. 

 

Acontece que isto que se está a ver agora é o que se passa durante o ano todo, alguma coisa não corre de feição - queixinhas - solução: fazer a vontade aos queixinhas. Para quê? Para que tudo esteja na paz do senhor e a estrela brilhe lá no alto. É um caminho perigoso e injusto que leva a um mundo vertiginoso de mentira - ninguém tem muita saúde num mundo de mentira. Solução: criar regras gerais e uniformes, que sejam cumpridas por todos e não apenas por alguns. 

 

Voltando aos livros escolares: 

* se não quiserem apagar os livros, duas soluções: não escrevem ou compram o livro.

* se não quiserem pagar os livros, duas soluções: escrevam em cadernos, ou apagam os livros.

* se acham que é muita pressão para o vosso filho ele ter de estimar o livro: comprem os livros.

* se acham que devem ser ressarcidos das capas plásticas que utilizaram: fiquem com elas, usem daquelas que se tiram quando quisermos.

 

Agora quero deixar um grande obrigada a todos os pais que apagaram os livros, aos que os trouxeram como novos, e aos que nos disseram que estávamos de castigo. 

 

Aos outros: não pensem que é impossível os livros chegarem ao final do ano bem estimados, a fazer: 

* ver a mala do seu educando com frequência.

* não permitir que o lanche ande junto com os livros.

* fazer disso uma missão, e dar uma recompensa por terem cumprido a missão.

* estragou? Paga com o dinheiro do seu mealheiro.

 

De pequeninho é que se torce o pepino, são hábitos - nada mais. 

 

 

 

 

 

 

2 comentários

Comentar post