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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

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Rosas para Gabriel García Márquez

17.04.14, Alice Alfazema

 

Oiço na televisão que morreu Gabriel García Márquez, um dos meus autores favoritos, sei que tudo tem um fim, talvez seja um outro começo, mas as obras que deixou estão vivas e retratam a vida e as emoções do princípio e do fim. Deixo aqui um excerto do livro, O Aroma da Goiaba, que é uma longa conversa entre Gabriel García Márquez e o jornalista Plinio Apuleyo Mendoza.

 

- Há sempre flores amarelas em tua casa. Que significado têm?

- Enquanto houver flores amarelas nada de mau me pode acontecer. Para me sentir seguro, tenho de ter flores amarelas (de preferência, rosas amarelas) ou estar rodeado de mulheres.

- A Mercedes põe sempre uma rosa na tua secretária.

- Sempre. Aconteceu-me muitas vezes estar a trabalhar sem resultado: não sai nada, rasgo uma folha de papel atrás da outra. Então volto a olhar para a jarra e descubro a causa: a rosa não está lá. Dou um grito, tragam-me a flor, e tudo começa a correr bem.

 

 

 

Gabriel García Márquez

 

1927-2014

 

 

 

 

Alice Alfazema

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