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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Resiliência

17.09.20, Alice Alfazema

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Vamos começar agora uma nova fase da pandemia, uma fase em que será necessário uma forte resiliência, em que devemos, mais do que nunca, estar atentos aos riscos físicos, é certo que possuímos a informação para a nossa protecção, aquela que se julga apropriada à situação. Mas ninguém nos prepara para a solidão, para o vazio, para a falta de afecto, não que não haja isto tudo, mas falta a presença, falta o calor do abraço, o toque dos beijos, e a espontaneidade disto tudo.

 

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Vamos imaginar que o tempo vai passar rápido, vamos dar voz à nossa falta, porque é preciso interagir de outras formas, e nos motivarmos, e trocarmos experiências, e fazermos valer a sabedoria que há na amizade e na diversidade. Porque a saúde mental não deve ser descurada em prol da física, porque uma complementa a outra. Assim como no bosque a águia domina o dia e a coruja domina a noite. Assim como a árvore se curva a favor do vento. Assim como o girassol segue a luz que nos dá vida. Assim tudo isto vai terminar um dia, mas até lá eu, tu, nós estamos juntos no mesmo caminho, percorrendo lado a lado uma época que ficará para a História. Eu estarei aqui, e espero por vós aí desse lado. Mesmo que eu não responda a comentários, estarei aqui, colocando um poema, escrevendo um texto, partilhando fotografias, cozinhados, um pedaço do meu dia - acima de tudo preencher o vazio de quem vagueia e dar sentido ao meu. 

 

As fotografias são de Anthony - A Bucci Photography

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