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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Repensar

13.06.21, Alice Alfazema

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Ilustração Anna Silivonchik

Pensar tem sido nos últimos tempos reduzido a poucos temas, sendo que o medo corroi qualquer tipo de vontade, e o que temos vivido já há muitos meses é um misto de medo e stress, dois grandes monstros destruidores de personalidade.  Como é sabido o cérebro precisa de se manter activo, tal como qualquer outro músculo, através dos hábitos que temos, assim se reduzirmos estes a duas ou três acções é natural que nos tornemos menos eficientes, julgando até que perdemos muitas das nossas capacidades. 

E o que resta é erguermo-nos e voltar a fazer uma e outra vez até que o medo se acabe, tal como um menino que começa a andar sem conhecer aquilo que lhe espera. 

 

 

Ainda ontem pensava que não era mais do que um fragmento trêmulo sem ritmo na esfera da vida. Hoje sei que sou eu a esfera, e a vida inteira em fragmentos rítmicos move-se em mim. Eles dizem-me no seu despertar: " Tu e o mundo em que vives não passais de um grão de areia sobre a margem infinita de um mar infinito." E no meu sonho eu respondo-lhes: "Eu sou o mar infinito, e todos os mundos não passam de grãos de areia sobre a minha margem." Só uma vez fiquei mudo. Foi quando um homem me perguntou: "Quem és tu?"  

Gibran Khalil Gibran

 Gibran Khalil Gibran

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