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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Reality Show

28.04.20, Alice Alfazema

 

Pergunto-me que sentido fará em tempos de quarentena um programa de TV, onde todos estão fechados em casa e são filmados vinte e quatro horas por dia? Servirá para fazermos comparações com as nossas casas? Já todos sabemos que a primeira semana é óptima, a segunda aponta ao desequilibro, a terceira começa a ter laivos de loucura, à quarta passamos a deixar de querer saber da nossa fossa mental, à quinta queremos é que se abra o portão da herdade, estamos abertos a usar qualquer tipo de máscara, não importa que tenha florinhas, risquinhas, seja azul, ou branquinha, queremos é ir para a rua. Rua. Rua. Rua. Para além disto tudo, desconfio, que em certas casas haverá muito mais aventura do que naquela preparada de propósito para isso.  Criancinhas a pedir atenção, pais em teletrabalho, pais à procura de soluções para as contas ao final do mês, gente com saudades dos seus mais velhos, gente de idade bem entrada a pensar que é um desperdício estar a gastar o seu precioso e restante tempo fechado em casa. Como diz o outro "isto é gozar com quem trabalha" eu digo - Isto é gozar com quem está em casa. 

 

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