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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Quem é que te fez o ninho que tens na cabeça?

25.11.17, Alice Alfazema

 

Ilustração Mark Ryden

 

 

E se a tua cabeça fosse um ninho, quem é que te fez o ninho que tens na cabeça? O teu ninho é pesado ou levezinho? É feito com cuidado e resistente? Ou cai ao menor ventinho que lhe passe por cima? Quais são as plantas que se entrelaçam no teu ninho, têm espinhos ou são suaves? As folhas foram cuidadosamente escolhidas ou apanhadas à pressa? Não sabes o que carregas? Será um ninho de vespas? Será um de cucos? Os teus pensamentos seguram o ninho ou o ninho é que alimenta os teus pensamentos? A cada dia que passa esse ninho fica mais bonito ou está a ficar um pesadelo? E se vier uma rabanada de vento e o levar, ficas triste ou alegre? Constróis tu outro ninho ou deixas que outros o construam? Cada raminho que alguém coloca aí representa um pedacinho daquilo que passaste? O teu ninho já é velho? Cheira mal? Está limpo? Tem muito espaço? É aconchegante? Tem parasitas? Tem borboletas? Tem formigas? Tem larvas? Tem ovos? O que poderá nascer desses ovos? Tu é que sabes, afinal és tu que o carregas.

 

 

 

Alice Alfazema

 

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