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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Processo

12.09.18 | Alice Alfazema

 

Ilustração  Sasha Ivoilova

 

 

É muito importante para mim aprender. Aprender coisas novas, mas coisas velhas também. Porque se pode fazer  novo aquilo que se fazia. Feito entretanto de uma outra forma. Acrescentar algo, ou melhorar, fazer de uma outra cor, pormenorizar. Enfim, não perder o interesse, não estagnar. 

 

Tenho estado ao longo do último ano a aprender a não fazer nada, só a deixar estar. Isto era para mim quase uma tortura. Estar sem fazer nada é uma coisa nova. Agora tenho-me dedicado ao sofá sem mais nada, só ao silêncio, e é tão bom, não pegar num livro, e deixar o pensamento divagar só pela observação.  

 

Há quem pense que é desperdício, no entanto para mim tem sido um processo de aprendizagem muito satisfatório. Finalmente deixei de me importar com o monte de roupa por passar, com arrumação detalhada, e outras coisas que tais, agora trabalho em permanência para os serviços mínimos. 

 

Foi um processo duro, libertar a consciência do fardo do dia-a-dia, fazer de novo o que ainda não foi feito, ser minimalista nas acções para libertar espaço para outras aventuras e aprender de novo, e sempre. 

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