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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Poemas em tempos de quarentena

São Salteiro

18.03.20, Alice Alfazema

Hei-de amar-te mesmo na distância!...
Então pego numa porção do tempo,
daquele tempo, em que ainda está perto,
sinto que o tempo só existe lá fora.
Além, o meu rio Sado permanece igual.
E sem tempo!…
a minha serra floresce no doirado das giestas
indiferente ao meu tempo.
Estendo os braços,
e pego numa porção do tempo
e deixo-me voar até ti…
E não há mais tempo!…

 

Troia.JPG

 


Acaricio o teu rosto mesmo sem mãos,
moldo-te no meu pensamento,
e sinto tanto poder em mim
que a distancia é apenas uma falácia...

 

quilha.jpg

 


O nosso rio, continua para lá do tempo,
a serra floresce no momento certo,
e nós, sim nós!…
Sabemos que o nosso amor
mesmo à distancia permanece eterno.
Num tempo sem tempo!...

 

 

Poema de São Salteiro

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