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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Outono

2021

22.09.21, Alice Alfazema

outono.png

Ilustração 제딧

Curiosamente começa hoje o Outono no hemisfério norte, e está lua cheia, todos os anos repetimos este ritual, não me lembro se será sempre com a lua cheia, como se fosse algo novo, e sem dúvida que o é. 

Para mim faz mais sentido começar agora um novo ano, é agora que me despeço do ano velho, olhando para a Natureza vejo como ela se despede das folhas velhas, como se refazem  os cogumelos, amadurecem as romãs e as castanhas, vejo que as andorinhas já se foram sem que eu desse por isso, deixaram de voar por entre as grandes árvores. 

Oiço o vento com um outro timbre, as folham que esvoaçam, ainda agarradas aos ramos, deixaram de ser maleáveis, são agora secas e quebradiças, estalando a cada sopro. São sons de outono. Os pássaros cantam mais tarde pela manhã, há uma redução na diversidade dos chilreares que oiço através da janela, sei que agora se dirigem para outras bandas, desejo-lhes boa viagem. 

No outono a vida desacelera, apesar de termos deixado para trás os meses de férias,  acontece querermos dormir mais aconchegados, comermos sopa quente, voltarmos à chávena de chá antes de dormir.  As cores misturaram-se e tornaram-se numa palete vibrante de castanhos e vermelhos mansos, lembrando que é hora de acalentar o corpo.

 

 

 

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