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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Oculto

29.07.14, Alice Alfazema

 

Pintura Harald Slott-Moller   

 

Entre o luar e o arvoredo, 
Entre o desejo e não pensar 
Meu ser secreto vai a medo 
Entre o arvoredo e o luar. 
Tudo é longínquo, tudo é enredo. 
Tudo é não ter nem encontrar.

 

Entre o que a brisa traz e a hora, 
Entre o que foi e o que a alma faz, 
Meu ser oculto já não chora 
Entre a hora e o que a  brisa traz. 
Tudo não foi, tudo se ignora. 
Tudo em silêncio se desfaz.

 

Fernando Pessoa

 

Alice Alfazema

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