Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O sono

12.03.15, Alice Alfazema

Ilustração Mamzelle Rouge

 

O sono é a actividade mais perto da morte que podemos conhecer. O sono é verosimilmente uma imitação sagrada da morte. Há em todo o sono o feltro espesso do esquecimento que caracteriza a morte.

 

No sono é com a vida que imitamos a morte, e por isso nos é dada a memória. Todas as noites mergulhamos no esquecimento, mas todas as manhãs regressamos à vida. O sinal de que lá estivemos e regressámos é a memória. É com a memória que acordamos e recordamos. E é no cor ou coração que se acorda ou re-corda.

 

António Cândido Franco, em introdução ao livro, Sono de Vidro, de Maurícia Teles

 

Alice Alfazema

 

 

 

4 comentários

Comentar post