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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O pintor da solidão

07.08.14, Alice Alfazema

Pintura Edward Hopper

 

 

Era uma solidão que outrora se levava nos dedos,

como a chave do silencio. Uma solidão de infância

sobre a qual se podia brincar,

como sobre um tapete.

Uma solidão que se podia ouvir, como quem olha para as arvores,

onde há vento.

Uma solidão que se podia ver, provar, sentir,

pensar, sofrer, amar,    

uma solidão como um corpo, fechado sobre a noção que temos de nós:

como a noção que temos de nós.

 

Cecília Meireles 

 

Alice Alfazema

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