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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O meu passeio de Outono com o Ginjas

11.10.15, Alice Alfazema

Num destes dias fui passear com o Ginjas. Ele é um rapaz madrugador, põe a pata em acção e não há quem o pare, raspa, e raspa na porta até alguém muito, muito sonolento se levantar. E eis que abana a cauda, contente, contente. Não sabe se é sábado ou domingo, o que lhe interessa é o passeio. E lá fomos nós pela fresquinha, sentindo a brisa do resto da madrugada, na cara lavada à pressa (ou não lavada). Com os olhos meio esbugalhados, numa tentativa de abertura para uma visão plena. 

 

Levei a máquina fotográfica, com o intuito de tirar belas fotos, para recordar a maravilhosa manhã de Outono, vi-me a fotografar o orvalho e as formigas que ainda enchem de comida o formigueiro. Imaginei o Ginjas em grande plano, pleno de vigor e lustro no pêlo. Vi o castelo que ainda tinha as luzes acesas. Fotografei tudo o que tinha imaginado. 

 

Encontrei vestígios do baile sob a grande Lua cheia. Imaginei quem teria andado nela, se seria bela ou uma desdentada maluca. 

 

Vi os cardos estaladiços do Sol, e as folhas amarelas, e as grandes nuvens cheias de água que vinham do mar, pareciam soldados cinzentos caminhando em linha.

 

Eis aqui a prova de tudo aquilo que vi. 

 

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O castelo, magnífico no cimo do morro, espreitando o dia que mal acaba de nascer.

 

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As nuvens que cavalgam os céus, cheias de vento e de água.

 

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O Ginjas, em alta velocidade, aproveitando o fresquinho da manhã. 

 

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Os cardos que se despediram do Verão.

 

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Os vestígios do baile à grande Lua cheia. 

 

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Os verdes que crescem  maravilhados com a orvalhada. 

 

 

Alice Alfazema

 

 

 

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