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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O meu cão

Ginjas

11.06.20, Alice Alfazema

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O meu cão não é obediente, mas eu também não quero que ele seja obediente, gosto dos seus ataques de fúria quando está chateado, da forma como anda sem dar cavaco a ninguém, do modo meigo quando está interessado na comida que temos à mesa. Quando não gosta de uma pessoa não há nada a fazer, mas quando gosta ama até ao infinito. Sabe quando estamos tristes e vem-nos confortar, sabe quando vamos sair para trabalhar, quando estamos doentes, quando é hora de ir dormir e de não ladrar. É sempre uma alegria para ele quando voltamos a casa, mesmo que tenha passado apenas trinta minutos. O seu amor é genuíno e despreocupado. Não gosto do termo animal de companhia, nem de animal de estimação, mas gosto de dizer o meu cão, tal como digo o meu amigo, ou a minha prima, é como família, sem sermos do mesmo sangue ou da mesma raça, temos amor um pelo outro, nunca poderia ser de companhia ou de estimação, isso diz-se quando se paga a alguém ou quando falamos de um objecto. E às vezes fico a olhar para ele e de forma deliberada guardo essas memórias, e vejo que envelhece a uma velocidade diferente da minha, talvez por isso ele saiba que não merece a pena andarmos zangados, nem acumularmos rancores, as zangas devem de ser rapidamente resolvidas, pois o tempo urge e há que fazer dele aquilo que nos dá mais alegria. 

 

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