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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Moçambique

20.03.19 | Alice Alfazema

 

Ilustração Erin Robinson

 

 

Não sei como conseguimos ser felizes a ver a miséria dos outros. Não sei como dormimos tranquilos enquanto outros não têm casa, nem cama nem nada. Não sei como nos sentamos à mesa e degustamos a comida muitas vezes com desdém, quando outros dormem de barriga vazia, sem choros, sem nada. Não sei como olhamos para o nosso guarda-roupa cheio e dizemos que não temos nada para vestir, quando outros têm apenas a roupa que trazem no corpo. Não sei porque choramos deprimidos porque não possuímos a melhor tecnologia e a melhor colecção de amigos na rede social do momento, enquando outros nem sabem o que isso é e apenas querem paz. Não sei que raio de gente somos nós sem consciência do nosso lugar e do lugar do outro. Somos uma gente de merda.

 

 

 

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