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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Mistérios da minha cozinha

02.05.17, Alice Alfazema

Eu tenho uns pratos de vidro... muito antigos, vintage, são de pirex, uns são verde-escuro, outros castanhos, nem sei quantos me restam das duas dúzias que tinha. São muito utilizados pela malta cá da casa. Quando a mesa está posta para a refeição nunca há pratos da mesma cor em cima da mesa, não tenho coragem de os partir, nem de os deitar fora, já tentei, mas depois lembro-me de quem mos deu e passa-me depressa a vontade. O tempo acabará com eles e comigo. Entretanto, tenho um serviço de loiça completo, daqueles de enxoval, esse só utilizo em dias de grande festa. Há um ano ou dois, ou mais, estou cada vez mais esquecida, comprei uma dúzia de pratos de loiça de sopa, uma dúzia de pratos rasos e uma dúzia de taças, tudo igual, para quando tivesse visitas ter uma mesa com deve de ser. Das taças restam três, eu não parti nenhuma, e ninguém sabe quem as partiu. No sábado vieram cá a casa uns amigos, éramos oito ao todo, quando começamos a pôr a mesa, só havia sete pratos iguais, daqueles doze que comprei à pouco tempo, depois achei mais um dentro da máquina de lavar-loiça, ainda procurei, mas no armário não encontrei mais nada. Ora se eram doze e tenho oito, e eu não parti nem um, e ninguém partiu nenhum, aonde param os outros quatro? Aonde meu Deus? Por onde tenho eu andado que não dei conta da fuga dos quatro pratos? Os de sopa? Esses ainda não os contei.

 

 

 

Alice Alfazema  

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