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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Miradouro

08.08.14, Alice Alfazema

Gosto de miradouros, permitem-nos a descoberta e são um convite ao voo. Estes antigos e cheios de flores têm pormenores de requinte. Alguém se desloca propositadamente lá para os manter apelativos. Artistas desconhecidos. 

Quem rega? Quem limpa? Quem pinta? Artistas desconhecidos.

 

Rosas que desabrochais,
Como os primeiros amores,
Aos suaves resplendores
Matinais;
 
A cada hora do dia existem novas sensações. A cada banco uma nova paisagem, um novo encanto. Cada degrau uma nova descoberta, ao longe o Sol ou a Lua, que vem ou que vai, tal como os passeantes. 
As casas branquinhas que respiram cuidado, cada quintal um mundo de fantasias, ao longe a igreja convida à reflexão, à calma e ao precioso silêncio. Castiços os laços de partilha. Adivinho rostos por detrás das paredes que emanam frescura. Telhados vermelhos moldados do velho barro. Cortinas airosas e mulheres sorridentes de bata, cabelos brancos. As mãos rugosas e grossas dos homens. Alentejo.
Alice Alfazema