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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Manuais escolares 2019/2020

20
Ago19

Por estes dias na escola a pergunta que se faz é sobre quando se entregam os manuais escolares que vão ser reutilizados. A maioria quer saber isto para poder ver os livros que lhes vai calhar na rifa, muitos dizem que se os livros não estiverem em condições - lindos e maravilhosos - vão comprar uns novos. E eu fico a pensar: quando os manuais eram a pagar, queriam livros gratuitos, agora que são à borla, mas usados, querem comprar novos. 

 

Queridos pais - principalmente mães - digo isto porque durante este meu estudo tenho verificado que são as mães as que mais se manifestam contra as nódoas dos livros. Os manuais escolares usados e mesmo com as lombadas levemente descascadas, ou as bordas das folhas encardidas são perfeitamente funcionais, estão lá as letras todas dos textos, as imagens e até as soluções, nenhuma fugiu e as crianças nem querem saber disso passado uns dias, poderão talvez ficarem levemente desiludidas por não terem algo novo, mas isso logo lhes passará ao lado, a não ser que alguém lhes lembre disso constantemente.

 

Aproveitem e não deitem dinheiro à rua, estimem esta benesse, que outros como eu não tiveram, deixem-se de salamaleques e façam com esse dinheiro visitas a museus, idas ao cinema, um fim de semana de loucura em família, sei lá, inspirem-se e desfrutem da vida, porque os livros vão ficar encardidos na mesma e ao fim de um ano têm de os deixar de lado. 

 

Divirtam-se e conservem os livros como os gostariam de encontrar. Esse é o grande passo para que este projecto tenha sucesso, é também imprescindível para que as futuras gerações tenham a consciência daquilo que é partilhar e respeitar aquilo que nos é oferecido em qualquer situação.

2 comentários

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    Alice Alfazema 21.08.2019

    Coisas que oiço: não forrei porque me disseram que não podíamos forrar os livros. / Ninguém me disse que os livros não podiam ser sublinhados e escritos. Sendo que nada disto corresponde à verdade, porque toda a gente assinou um compromisso quando levou os livros, que dizia que deveriam de ser entregues tal como os entregaram, sob pena de terem de os pagar - presume-se que tal como numa biblioteca em que quando levamos os livros emprestados não os vamos entregar: sublinhados e escritos. Era fácil, mas cada um interpreta a verdade à sua maneira e como lhe convém.

    Devo no entanto dizer que temos livros que estão impecáveis, em que os pais disseram que andavam constantemente a chamar atenção para que não os estragassem, se houvesse um pouco mais de vontade teríamos muitos mais.
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