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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Maio dia 9

09.05.14, Alice Alfazema

 

 

As bestas andam à solta, trazem cavalos de vento e luas vermelhas. Quantas já foram mortas este ano? Quantas estão em casa prisioneiras dos costumes e das crenças? De que raça são? São brancas e de outras cores. Têm sonhos no olhar quando são jovens. As mulheres.

 

A mulher com uma bebé de meses, dá-lhe mama todas as noites, trabalha agora seis horas fora de casa, quando chega a casa mais que seis, mais outro filho, o marmanjão sentado no sofá, espera pelo jantar. Violência? Talvez ela até leia os conselhos sexuais das revistas cor-de-rosa, quer é vê-lo sorrir. Admiram-se as vozes, com o que se passa em outros lados, tendo nós aqui tão perto histórias tão ricas como esta.

 

É Maio e está um vento fresco.

 

 

Alice alfazema

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