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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Mães refugiadas

02.05.21, Alice Alfazema

Para muitas mães, o simples acto de ser mãe exige muito mais do que parir, dar colo, carinho, comida, amor, roupa e cama lavada. É para além disso tudo, uma enorme vontade e espírito de resiliência, que se distancia de um simples lugar de estacionamento em frente a uma escola para deixar o filho, onde não há a pressa em escolher a indumentária do dia, ou a preocupação de qual o legume favorito. Não é apenas uma luta por viver, mas também de sobreviver à crueldade do local, à guerra, às alterações climáticas, à violência, na procura incessante de uma vida mais digna. Ou mesmo entre a vida e a morte. Uma mulher nestas condições não vive apenas o seu sofrimento, mas o de todos os seus filhos, como se fossem um ser único.

 

Amã/Nova Iorque, 15 de março de 2020 – Cerca de 4,8 milhões de crianças nasceram na Síria desde o início do conflito, nove anos atrás. Outros 1 milhão nasceram como refugiadas nos países vizinhos. Elas continuam a enfrentar as consequências devastadoras de uma guerra brutal. 

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© ACNUR/Rocco Nuri

Christine morava no Sudão do Sul e, mesmo grávida, precisou fugir depois que sua cidade sofreu ataques violentos. Por três dias, caminhou com seus dois filhos sem água ou comida. A pequena Anwech veio ao mundo dois dias depois de finalmente chegarem a Uganda. 

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© ACNUR/Viktor Pesenti

Annabel deixou a Venezuela quando a comunidade onde vivia foi atacada por forças armadas. Ela e os filhos fugiram durante a noite levando apenas alguns pertences. Eles tiveram que escalar montanhas rochosas até chegar ao Brasil. Annabel estava grávida de três meses durante essa difícil jornada. 

 

 

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