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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Leitos rugosos

25.02.15, Alice Alfazema

árvore.JPG

 

Serão os braços da Árvore Neptúnica

metamorfose de um feto abrindo

as flores do Éden nas mãos da criança.

 

Os dias, lentos,

baloiçam o fruto.

 

O poema 

percorre leitos rugosos

salta despenhadeiros

encosta o rosto às falésias

e vem poisar suavemente

na foz do símbolo.

 

Poema é sulco na terra,

raiz agarrada ao branco

de uma folha imaginária

na árvore dos dias por viver

 

Maurícia Teles, in Sonho de Vidro

 

Alice Alfazema

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