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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Lei n.º 60/2018. Salário igual para trabalho igual.

23.08.18, Alice Alfazema

Lei n.º 60/2018

de 21 de agosto

Aprova medidas de promoção da igualdade remuneratória entre mulheres e homens por trabalho igual ou de igual valor e procede à primeira alteração à Lei n.º 10/2001, de 21 de maio, que institui um relatório anual sobre a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, à Lei n.º 105/2009, de 14 de setembro, que regulamenta e altera o Código do Trabalho, e ao Decreto-Lei n.º 76/2012, de 26 de março, que aprova a orgânica da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.

 

Ver mais: Lei n.º 60/2018

 

 

Ora aqui está uma lei que eu gostava de ver aplicada no meu local de trabalho, dou-vos só um exemplo: existem escolas que ainda têm guardas, são vigilantes nos espaços exteriores. Na minha escola já tivemos vários, de há uns anos para cá desapareceram, o que vos digo é que esses senhores, todos eles homens e já reformados, ganhavam muito mais que nós. Adivinhem quem faz este trabalho agora e por muito menos?

 

Poderia também vos falar duma dupla discriminação: a salarial e a profissional, não somos consideradas profissionais de Educação, mas desempenhamos todos os dias funções que estão ligadas ao bem estar e ao desenvolvimento da comunidade educativa. Contribuímos com o nosso trabalho para  a manutenção de um espaço que promova a integração inclusiva, mediamos conflitos, fazemos primeiros socorros, damos comida à boca, damos medicação, insulina, mudamos fraldas, cuidamos da higiene do espaço, estamos atentas às questões do racismo e do bullying, ouvimos gente mal disposta, somos responsáveis pelo fecho e abertura da escola, atendemos o telefone, fazemos refeições, estamos nos pátios, na portaria, no ginásio, na reprografia, na biblioteca, plantamos as flores que estão nos canteiros, regamos a horta, fazemos cortinados, pintamos, carregamos coisas de um lado para outro, ficamos com meninos à porta da escola até os pais chegarem, damos abraços, enfim estamos lá para o que der e vier. Vestimos a camisola mas não pertencemos à equipa. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    29.08.18

    Desde já se trabalhou numa escola deveria saber que existe uma grande diversidade de pessoas, e aqui não estou estou a falar da raça, da cultura, do país de origem, cor da pele e das diversas razões que o "excelente ser humano" arranja para discriminar os que são diferentes. Com isto quero dizer que você tem o dever de saber que ninguém é igual, por isso, neste mundo, existe pessoas que trabalham e outras que não. Espero que na sua vida não julgue as pessoas sem as conhecer, pois o que você fez foi exatamente isso. Uma coisa é dizer que conhece gente que não trabalha, outra coisa é afirmar que todas as pessoas que trabalham nessa área são iguais às que vossa conheceu. Não sei qual é a sua profissão, nem sequer a conheço, mas não é por essa razão que agora venho para aqui escrever que você não trabalha, porque conheço gente nessa área que não trabalha. Por favor, use um bocado da sua inteligência e essa "força de vontade" para avaliar se vale a pena julgar os outros antes de se julgar a si.
    P.S.: Se não compreende o motivo das greves, talvez seja porque nunca teve em casos de injustiça salarial. É por essa mentalidade que este país continua assim, pois ao contrário daqui muitos países valorizam e pagam esta profissão, tal como outras que não são igualmente valorizadas, como limpar o lixo da rua, motoristas, trabalhadores das caixas de supermercado e muitos mais.
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