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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Imaginação

18.02.15 | Alice Alfazema

Ilustração Camilla d'Errico 

 

Num mundo sem arte, as cores teriam pouco ou nenhum valor, apenas serviriam para chamar a atenção. No desprezo pela arte e pela imaginação perdemos um dia-a-dia motivador, ao perdemos isso começamos a perder a nossa auto-estima e nela se vão todos os nossos desejos. Vemos assim como está este nosso mundo, com uma perda gritante de imaginação, onde muitos nos levam a pensar que existem apenas os caminhos que nos são indicados por eles, quem passas a ser se deixares que outros escolham por ti? Que país é este que leva a espinha numa curvatura doida. Os velhos que estão no poder, já têm tanto bolor que nem um dia escaldante de Sol os consegue regenerar. Perderam a cor e o brilho e arrastam discursos de treta. Vejo nalguns o espelho de outros que conheço pessoalmente, teimosamente reinantes, apesar de gagás querem manter-se na cadeira, bebendo água do Luso, aspirando o cheiro dos ramos de flores sobre a mesa, ostentam os sapatos bem engraxados, e as frases banalizadas que dizem, conseguem que recorde os aromas de um funeral. Vejo os presidenciáveis e eis-me de novo nesse aroma.  Pudessem as melancias se transformarem em borboletas e tudo seria mais fácil. 

 

Alice Alfazema

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