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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Geração COVID-19?

Ou lá o que isso é...

03.01.21, Alice Alfazema

Imaginemos uma rua onde há alguém bisbilhoteiro e que gosta de espalhar o boato. Imaginemos isto a nível nacional. E agora a um nível global. Está instalada a confusão. 

Nunca foi tão difícil criar um filho como agora, pois para além dos pais, há todos os outros criativos que inventam o que é educação. Espalhando o terror sobre as ansiedades, as paranóias e os medos. Diz-se agora que existe uma geração covid, portanto o que se passou - nos últimos meses - vai definir uma geração, que vai sofrer, isto e aquilo, é como se esmiuçassem a ferida até ao osso, à espera que a dor seja profunda e longa, escreve-se assim sem que se meçam as consequências das palavras, dando a sugestão psicológica de que não é possível aprender a ultrapassar obstáculos e menosprezando o sofrimento de todas as gerações anteriores que se viram na obrigação de seguir em frente e fazer do dia a dia um mundo melhor. Menosprezando ainda todos os que vivem em situação de pobreza extrema, guerra e refugiados e tantas outras situações que poderiam servir de interesse para a escrita informativa. 

É uma situação diária de opiniões que não levam a lado nenhum que se torne útil. Estando sempre a induzir à infantilidade dos jovens, aprisionando os seus cérebros na busca de uma realidade formulada para vender revistas, jornais, e produtos televisivos. 

Durante - toda a nossa vida - vamos ter de saber ultrapassar os nossos problemas, sejam eles de qualquer ordem, a vitimização das situações é um pântano do qual é muito difícil sair. Portanto - em todas as gerações houve e haverá sofrimento, morte, nascimento, medos - não é por estarmos a viver esta situação pandémica que somos diferentes das outras gerações, apenas temos acesso a mais informação, mas até nisso devemos ser criteriosos. Não é por nos dizerem vezes sem conta a mesma coisa, que ela se torna verdade ou mentira, é sim - porque fazemos por ser. 

Este é um momento de grande pressão, no entanto é também um momento que deve ser de mudança, de ação, de escolhas, de vencer os nossos medos - como estariam os pássaros se nunca se aventurassem no primeiro voo? - temos tudo ao nosso alcance para o conseguir, tecnologia, ciência, história. Então o que falta para que vejam que está na vossa mão continuar este caminho já percorrido há tanto tempo por milhões de outras pessoas?  Que medo é esse de se tornarem adultos, de terem responsabilidade na sociedade, de assumirem o serviço público, de enfrentarem barreiras emocionais. Pensam que foi tudo fácil para os outros? Não foi. Nem continua a ser. Nem vai ser. 

Que inércia, que falta de querer, que lamento vos levará para o futuro? Nenhum. Lamentos não levam a nada, a inércia fará com que sejamos ultrapassados no tempo, sem querer ficamos na mesma.  

 

 

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