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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Estrela luminosa

20.11.18 | Alice Alfazema

 

Ilustração Paolo Domeniconi

 

Se eu um dia pegasse uma estrela iria colocá-la com muito cuidado junto à minha janela, para que ela iluminasse a minha rua, tal e qual como um brilho mágico de um pirilampo.

 

Noutras noites iria agarrá-la com muita força e transformá-la numa estrela cadente e surpreender-me com a velocidade com que iria andar pelos céus. Voltaria então a guardá-la à janela, ou quem sabe na porta no dia de Natal. 

 

Se eu estivesse muito triste ia deixá-la dormir comigo, para ter sonhos luminosos. Talvez a emprestasse a alguém que necessitasse de luz. Não sei. Talvez tirasse só um punhado de pó de estrela e metesse num saco de cetim e oferecesse para iluminar o seu coração.