Estou e não estou em lado nenhum
passaram tantos anos e foi tão rápido
ainda ontem estava na fronteira
como encontrar agora aqueles que se perderam
numa curva qualquer de caminhos desconhecidos?
O pica pau frenético no cipreste
a tia a tricotar: «Não comas mais ameixas.»
Mas eu comia até que Ofélia viesse
beber o sumo do Verão na minha boca.
Mas isso foi se não me engano em Elsenor
agora estou na Praça João do Rio
atravessei tantas fronteiras
Príncipe Valente fui à guerra
às tantas Aleta desapareceu
se voltasse do campo de batalha
ninguém no belveder.
MANUEL ALEGRE, in QUANDO (D. Quixote, nov 2020)
Mas foi removido em 28/01/2026, pelo Blogger, por violar as politicas da plataforma: O seu conteúdo violou a nossa política de Spam. depois de reclamar, voltou ao ativo.