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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Entre as brumas do sono

16.11.18, Alice Alfazema

Ilustração Rita Henriques

 

Estou aqui deste lado a beber um chá de alfazema e camomila. Há um cheiro bom que se infiltra nas minhas narinas, levando-me até um campo de alfazemas, num lilás amoroso onde poisam abelhas e abelhões. 

 

O chá quente escorrega-me pela goela abaixo, levando com ele o cansaço do dia e da semana que foi comprida demais.  O sofá chama-me, mas a cama ordena que me deite, que descanse, que não ponha despertador, porque amanhã é sábado, é dia de sono sem hora marcada, de pequeno-almoço preguiçoso, de café na esplanada e talvez de caldeirada. 

 

Talvez vá comprar pata-roxa e batatas novas ao mercado. Até amanhã. É o sono que me chama. 

 

 

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