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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Donos de nós

01.07.14, Alice Alfazema

 

 

" Não somos todos cidadãos do mesmo mundo, porque este não é uma unidade institucional e política que defina os direitos e os deveres de cada um. Em troca, todos temos direitos culturais, que provêm fundamentalmente da nossa relação connosco  mesmos e com os outros. Houve um tempo em que vivemos numa situação histórica na qual era a sociedade, com as suas instituições, as suas normas, os seus modos de dominação e de vigilância, que fazia nascer os actores - os quais se definiam então como sociais. No curso das últimas décadas sentimos cada vez mais intensamente que oscilávamos na situação inversa, na qual é a criação de nós mesmos que determina a nossa capacidade de resistir às forças de morte e de as vencer, enquanto o espaço social é reduzido a um lugar de encontros, de conflitos ou de tréguas entre forças opostas mas igualmente estranhas  à vida social: de um lado as que resultam do mercado, da guerra e da destruição de todos os elementos da vida, e, do outro as que apelam não à ordem social ou ao impulso do desejo, mas à afirmação de si e de nós como sujeitos da nossa existência e como autores da nossa liberdade. "

 

Alain Touraine

 

Alice Alfazema

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