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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Diário dos meus pensamentos (52)

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10.05.20, Alice Alfazema

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Ilustração Aimee Sicuro

 

 

A maior riqueza do homem é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.
Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas,

que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc.

Perdoai! Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.

 

 

Poema de Manoel de Barros

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