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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

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Da minha janela

23.04.17, Alice Alfazema

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Da minha janela vejo o mundo, sinto os ventos que sopram. Da minha janela deixo os outros espreitarem, para que sintam os ventos que sopram. Alguns assomam-se devagarinho. Outros vão embora sem espreitar. E há os que ficam comigo a ver o mundo da minha janela. Não tenho interesse  em pertencer a grupos, gosto da liberdade de estar só. Poderia ser um lobo e explorar montanhas e vales, ou gaivota para planar sobre as ondas salgadas e sentir a força do vento nas minhas asas, ou talvez uma águia e fazer um voo picado no meio de um vale, também poderia ser baleia e viajar pelos oceanos. Da minha janela posso ser tudo e nada ao mesmo tempo. Isso fascina-me. A minha janela é grande, a minha janela é pequena. É aquilo que eu quiser. É redonda. É quadrada. É livre. Sem vidros. A minha janela é azul. É amarela. É da cor que eu entender. A janela é minha, mas podem espreitar se quiserem. Eu deixo.

 

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Alice Alfazema

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