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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Corte

07.09.15, Alice Alfazema

Ilustração  Sonia Maria Luce Possentini

 

 

Quando somos crianças sentimos que temos todo o tempo do mundo, sentimos as coisas pela primeira vez, a magia da descoberta. À medida que o tempo passa tudo se vai desvanecendo, temos tendência a acreditar menos, a desconfiar, a ter mais medo. Cortamos emoções. Pegamos na tesoura do tempo e cortamos tiras fininhas para nos lembrarmos disto e daquilo. Depois o tempo passa e as tiras esvanecem-se. A tesoura enferruja e perde o corte. Sente-se o tempo a escorrer por entre os dedos. A isto dá-se o nome de crise de meia-idade. Haverá depois uma  idade inteira  onde poderemos deitar a tesoura fora, já não nos servirá para nada. 

 

Alice Alfazema

 

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