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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Como é o mapa da tua cidade? Confuso? Limpo? Plano? Sempre em mudança? Velho? Sem cor?

13.03.18 | Alice Alfazema

Ilustração  Ed Fairburn

 

Olho o mapa da cidade 
Como quem examinasse 
A anatomia de um corpo... 

(É nem que fosse o meu corpo!) 

Sinto uma dor infinita 
Das ruas de Porto Alegre 
Onde jamais passarei... 

Há tanta esquina esquisita, 
Tanta nuança de paredes, 
Há tanta moça bonita 
Nas ruas que não andei 
(E há uma rua encantada 
Que nem em sonhos sonhei...) 

Quando eu for, um dia desses, 
Poeira ou folha levada 
No vento da madrugada, 
Serei um pouco do nada 
Invisível, delicioso 

Que faz com que o teu ar 
Pareça mais um olhar, 
Suave mistério amoroso, 
Cidade de meu andar 
(Deste já tão longo andar!) 

E talvez de meu repouso... 

 

 

 

Mário Quintana

 

 

Alice Alfazema

 

 

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