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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Bom dia 💋

25.02.19, Alice Alfazema

 

Ilustração  Valentin Gubarev-Валентин Губарев

 

 

Prefiro os dias pares.

Porque são serenos. E rotineiros.

Sem foguetes. Nem fogo de artifício.

 

Os dias ímpares podem ser os melhores. Ou os piores.

Pressupõe mudança no que é importante.

Mas o importante já tenho. E quero que fique como está.

 

Prefiro os dias pares.

Aqueles que são rotineiros. Porque as rotinas de pessoas felizes, são boas.

E o menos bom. Pode ser mudado.

Pelo menos, tentar ser mudado. E um dia mudará.

 

 

Prefiro os dias pares.

Quando me dão um avião de papel. Uma flor. Um beijo. Ou um abraço.

Uma lambidela. Sentida. E familiar.

Um gesto insignificante. Par.

 

Prefiro os dias pares.

Aqueles em que nasce o sol de manhã. Com a certeza que se vai pôr à tardinha.

Até pode chover qualquer coisinha.

Arrefecer. E ter de desarrumar a manta.

 

Prefiro os dias pares.

Mesmo os dias pares. Porque todos os dias têm qualquer coisa de ímpar.

De excecional. De feliz. E de bom.

 

Prefiro os dias pares.

São tão bons.  Com os meus. Os dias são ímpares.

Todos os dias.

E por isso...

....são pares.

 

 

Poema Joana Marques

 

2 comentários

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    Alice Alfazema

    25.02.19

    Não podia deixar de ter aqui um poema teu, para mais tarde recordar.
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